“— [...] Aprenda, Sarahah, que se você quer fazer a diferença, você precisa levantar a sua bunda de onde quer que ela esteja sentada e fazer a diferença. [...] Escute um conselho de alguém que já passou por algo parecido: ninguém dá valor real para seu sofrimento até que se torne o deles. Lá fora, na cidade, ninguém se importa que você esteja aqui chorando, mas se você for lá e mostrar para eles porque está chorando talvez entendam e compartilhem sua dor.”
- Néftis (A Lenda de Högni – As Portas da Noite)
Aquivos por Autor: W. Donadon
Primeiro Capítulo de “AS PORTAS DA NOITE”
Eai pessoal, tudo bem? Há algum tempo tenho pensado em mostrar pra vocês o primeiro capítulo do segundo volume da saga “A LENDA DE HÖGNI”. Pra quem não conhece, o livro se chamará “As Portas da Noite” e já teve, inclusive, seu prólogo lançado pelo blog RK Books no dia 07/03/2012. Que tal agora – depois de quase um ano – dar uma conferida no que vem por aí? E de brinde a ilustração que a Celtic Botan fez para o livro em HD (porque no facebook isso tá complicado).
AVISO: CONTÉM SPOILERS DO VOLUME ANTERIOR – O CINTURÃO DE ADHARA!
Ilustrações
Feliz natal!
Olá! Estou passando por aqui hoje para desejar um feliz natal para todos vocês. Ultimamente está bem raro eu postar alguma coisa, mas acho que hoje eu precisava vir, não só por esse motivo, mas também para agradecer a todos os leitores por todo o trabalho que fazem (e dão
) por nós.
Talvez do ponto de vista de vocês estejam apenas se entretendo com um livro, mas para nós autores cada vez que alguém chega e comenta que leu e conheceu e se empolgou com o nosso trabalho é um presente que ganhamos de tamanho imensurável. É fato para qualquer um que escreve – seja um livro, um poema, uma redação ou um blog – que a parte mais difícil não é trabalhar no texto (embora dê muito trabalho e alguns considerem impossível chegar num ponto de total satisfação com o que sai), mas sim conquistar a confiança daqueles que irão desfrutar dele.
Minha opinião em particular é que é relativamente fácil criar um herói, desenvolver seus problemas e conflitos internos e externos, seus amores, sua jornada, etc.; se for comparar esse serviço com o de divulgação. E é por isso que estou agradecendo. O maior presente de natal que ganhei foi o acúmulo de todos os elogios (e críticas) que recebi ao longo deste ano, os leitores que viraram fãs, as pessoas que conheci e fiz amizade devido a esse trabalho incrível que é escrever. A verdade é que não adiantaria absolutamente nada eu dar vida a personagens se eles não chegam a nenhum lugar fora da minha mente.
Nós criamos nossos heróis e eles estão, de certa forma, vivos em nossas cabeças, mas é a leitura de vocês que os mantêm ali. E é quando vocês acreditam quem tornam essa magia da literatura acordada e em pé para continuar em frente, por mais problemas e dificuldades que surjam ao longo do caminho (porque é fato que ser autor, ainda mais nacional, não é nada fácil). E por mais que não estejam presentes na nossa história, realizando os feitos e agindo como nossos protagonistas agem, o simples fato de ler e torcer e vibrar e se identificar com o que está acontecendo já os torna heróis.
Talvez não literalmente, mas aos nossos olhos sim.
Então vocês, leitores e leitoras, que acompanham não apenas a minha série de livros, mas a de outros autores – principalmente nacionais – saibam: vocês são, juntamente com nossa paixão pela escrita, o maior motivo de nos manter nos trilhos.
Obrigado a todos que leram e apoiaram, a todos que vêm perguntar e cobrar a continuação da história, a todos que leram trechos não publicados e predispuseram seu tempo para nos dar opiniões e críticas, a todos que nos escutam reclamar e chorar e pular de alegria com o que estamos escrevendo (porque sim, autor chora e sofre mesmo sabendo que se ele quiser ninguém morre ou fica triste pra sempre; autor vibra com as coisas que acontecem em seu próprio livro e se irrita com o que alguns personagens fazem… coisa de maluco).
Obrigado, de coração, a todos, pois sem vocês nós seríamos apenas malucos cheios de pessoas falando e agindo de formas estranhas nas nossas cabeças.
Feliz natal a todos!
E para quem ainda não conhece, um resuminho da nossa vida:
Ouroboros
Bem-vindos ao fim do mundo. Bem-vindos ao momento de parar para pensar na vida e relembrar tudo pelo que passamos. Hora para lembrar os acertos, das boas pessoas que conseguimos conquistar a confiança, todas as conquistas… Hora de lembrar os erros e aprender com eles, repeti-los se preciso for, mas sempre tendo em mente a evolução. Pensar em todas as pessoas que brigamos e deixamos para trás, em todos os motivos de tê-las deixado para trás.
Em todas as palavras que saíram erradas ou foram mal entendidas, em todas as ações pouco pensadas. Atitudes não tomadas. Arrependimentos… Hora, não diria, de pensar, mas de agir. Último dia? Amanhã? Não sei, talvez. Talvez não, e essa é a chave!
Tudo que pensou – sua vida e a de todos que por ela passaram… Não seria hora de, talvez, mudar o que aconteceu errado?
É certo que ninguém é perfeito, mas apesar de todo esse papo moderno de “me aceite como sou ou me deixe”, creio que tenhamos que mudar algumas vezes. Não pelos outros, mas por nós mesmos. Quando colocamos na cabeça que o mundo precisa se encaixar em nós e não o contrário – o que é um tanto egocentrista – estamos fechando as portas para a auto-evolução.
Somos humanos, mutáveis e imperfeitos, “bipolares” em essência, então pergunto: por que não? Se amanhã for mesmo seu último dia, morrerá com arrependimentos? E se não for, fará algo por isso? Não machuca, não mata. Crescer só te fará uma pessoa melhor.
Então mude seus conceitos ultrapassados, sorria mesmo quando triste, dê uma chance para aquela coisa que nunca pensou em fazer ou aquela pessoa que nunca arriscou conhecer. Ame, viva, sinta. Assim como o ouroboros, talvez um ciclo esteja em seu fim apenas para dar espaço à outro; um melhor.
Aproveite o fim, pois nele há a possibilidade de recomeço.
Bom “fim do mundo” a todos!



