Biografia

Não sei como começar. Vai ficar meio longa então…

Eu nasci dia 05 de agosto de 1992 numa cidade do interior de São Paulo chamada Itapetininga. Vivi lá até meus 17 anos (e meio), quando terminei o ensino médio e fui morar sozinho em Sorocaba para começar a faculdade de cinema em São Paulo. Passei quase um ano morando lá até conseguir me mudar definitivamente para a capital, onde moro agora.

A maioria das pessoas pergunta: “desde quando você escreve?” ou “quando percebeu sua vocação para escrever?” e nunca consigo explicar direito. A resposta seria “desde sempre”. Pra começar eu aprendi a ler e escrever muito cedo, ensinado por meu pai em casa antes da escola introduzir aulas disso. E também desde cedo ganho livros de histórias, muitos deles de quando minha mãe e do meu tio eram crianças. Sempre gostei de ler e sempre fui um sonhador idealista, então histórias de heróis e contos de fada sempre foram meu fraco. Adorava assistir os longas-metragens de animação da Disney também, o que contribuiu pra formar a parte “sonhadora”.

Assim como desde cedo eu lia, desde cedo escrevia. Juntava duas ou três folhas de sulfite, dobrava-as no meio e grampeava para formar um livrinho. Daí fazia a capa, a história e ilustrações para dar de presente para alguém. A maioria não sobrou, mas acho que ainda existem alguns deles em algum lugar por aí.

Agora junte: uma pessoa sonhadora, idealista, que gosta de ler e escrever e que tem uma imaginação super fértil.

Dos doze aos quinze anos eu devorava livros em pouquíssimos dias, a ponto de todo final de semana comprar dois ou mais livros para a semana. Meu pai não gostava muito, pois achava que eu lia correndo e não prestava atenção em nada, mas enfim. Eu lia. Lia de verdade! Acho que meu recorde foi ler a Saga Crepúsculo inteira em uma semana, mas isso não vem ao caso. Agora: por que só dos treze aos quinze?

Aos quinze anos sentei para conversar com um amigo (Matheus Kortz), como fazíamos todos os dias, e não lembro por que contei que sempre tive a vontade de escrever um livro (verdade!). Então juntos, nas semanas seguintes, bolamos uma espécie de árvore genealógica dos personagens e a trama que giraria em torno deles. E a partir daí surgiu a base da quadrilogia “A Lenda de Högni”. Naquela época chamada apenas de “Högni”

A história foi baseada num personagem decorrente de uma redação escolar. A ideia, a princípio, era fazer uma espécie de cavaleiro grego que serviria a Hades e recolheria almas na Terra. Mas conflitos foram surgindo e conforme fui escrevendo a história mudou, resultando no que hoje vocês encontram como “A Lenda de Högni – O Cinturão de Adhara”. Esse processo de escrita durou metade do meu segundo e terceiro anos do ensino médio. Eu guardei o projeto com intenção de transformá-lo em roteiro e tentar vender para alguma produtora mais pra frente. Mas daí veio a faculdade.

Já havia parado de escrever há um ano quando um sonho veio em mente e, a partir dele, comecei a escrever um outro livro, chamado “Reflexo” (que não deu certo e acabei descartando; mais pra frente um pouco disso influenciou o “Piromania“, projeto futuro). Desenvolvi alguns capítulos e apresentei a colegas de sala. Eles elogiaram como eu escrevia e foi só aí que parei e pensei: “Por que não lançar aquele como livro?”. Então peguei o manuscrito, revisei um pouco e comecei a mandar para editoras. Até que cheguei à Novo Século e fui publicado.

Algumas curiosidades que me lembrei agora. O livro já passou por diversas mudanças.

  •  O próprio título começou como “Högni e a Maldição de Adhara”, mas daí pensei: “Adhara não é uma maldição! Adhara é uma titânide. E tem um livro da saga Percy Jackson que se chama ‘A Maldição do Titã’. Já não basta as comparações com enredo, vou deixar no título?”. Daí mudei para “Högni e o Cinturão de Adhara”, mas quem leu não sabia que era uma série e terminava com um enorme “?” na cabeça. Mudei daí para “A Lenda de Högni – Volume 1, O Cinturão de Adhara” e assim ficou até o desenvolvimento da capa, quando a editora decidiu reduzir e tirou o “Volume 1” do título.
  • O personagem Högni também já passou por várias fases. No começo ele era aquele estereótipo de super-herói: um nome besta com significado óbvio, uma roupa colada, máscara nos olhos e bota. Este se chamava “Omega”. O Matheus me olhou com uma cara tão decepcionada que desisti do personagem na hora. Foi no mesmo dia em que ele sugeriu o nome “Högni”. Devo essa à ele.
  • O livro começou como uma história de apenas um volume. Mas não iria caber tudo em um livro só, a não ser que ficasse gigantesco, então ampliamos para três. Mas o terceiro ia ficar confuso por misturar duas culturas diferentes e personagens completamente distintos; daí ampliei para quatro. Este ano (2011), na revisão, notei algumas brechas na história. Algumas coisas que poderiam ser melhores desenvolvidas e renderiam uma boa narrativa. E aí surgiu o quinto livro da série. Ele não conta a jornada de Högni, é mais um livro anexo com três histórias paralelas (ou no passado) que se conectam à quadrilogia central e explicam alguns pontos que ficaram na dúvida.
Acho que é isso. :) Se for lembrando mais coisas vou escrevendo aqui. E adimiro sua paciência de ler sobre mim… hahaha’

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